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ARTIGO ORIGINAL08/08/2025
Comunicação entre profissionais de saúde e parturientes durante a experiência de parto: um estudo misto
Revista Brasileira de Enfermagem. 2025;78(3):e20240341
Resumo
ARTIGO ORIGINALComunicação entre profissionais de saúde e parturientes durante a experiência de parto: um estudo misto
Revista Brasileira de Enfermagem. 2025;78(3):e20240341
DOI 10.1590/0034-7167-2024-0341pt
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Objetivos:
analisar a comunicação entre profissionais de saúde e parturientes durante a experiência de parto, a partir da percepção das mulheres.
Métodos:
estudo misto explanatório sequencial realizado com puérperas de uma maternidade-escola. A primeira etapa, quantitativa, envolveu a análise descritiva de 265 respostas do “Termômetro da Iniciativa Hospital Amigo da Mulher e da Criança”. Na segunda etapa, qualitativa, foram realizadas 44 entrevistas com puérperas. Utilizou-se análise descritiva e de conteúdo, na modalidade temática.
Resultados:
a análise e conexão dos dados identificaram limitações na transmissão de informações, ausência de entendimento e restrição da autonomia nos processos de decisão. As informações foram transmitidas pela equipe de forma impositiva. No entanto, as orientações de alta foram compreendidas.
Conclusões:
a comunicação entre a equipe de saúde e a parturiente durante a experiência de parto é atravessada por relações de poder, indicando a necessidade de repensar a comunicação como um componente essencial do cuidado.
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ARTIGO ORIGINAL11/07/2025
Evidências de validade da versão brasileira da Postpartum Specific Anxiety Scale
Revista Brasileira de Enfermagem. 2025;78(3):e20240268
Resumo
ARTIGO ORIGINALEvidências de validade da versão brasileira da Postpartum Specific Anxiety Scale
Revista Brasileira de Enfermagem. 2025;78(3):e20240268
DOI 10.1590/0034-7167-2024-0268pt
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Objetivos:
analisar as evidências de validade da versão brasileira da Postpartum Specific Anxiety Scale.
Métodos:
estudo psicométrico realizado com 262 mulheres nos primeiros seis meses após o parto. A análise incluiu: correlação item-total, análise fatorial exploratória, análise fatorial confirmatória, Alfa de Cronbach e teste-reteste. Para ajuste de dimensionalidade foi utilizada a análise paralela. A evidência de validade de relações com outras variáveis foi verificada através da correlação entre a PSAS, a escala de Depressão pós-parto de Edimburgo e o Inventário de Ansiedade traço-estado.
Resultados:
a eliminação de oito itens melhorou a qualidade de ajuste do modelo basal sem afetar a fidedignidade. Os resultados indicaram estabilidade e a evidência de validade de relações com outras variáveis mostrou correlações positivas entre a PSAS e as demais escalas utilizadas para este fim.
Conclusões:
a Postpartum Specific Anxiety Scale apresenta parâmetros psicométricos satisfatórios para o contexto brasileiro.
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ARTIGO ORIGINAL14/03/2025
Incertezas e contradições experienciadas por mulheres com COVID-19 no parto/nascimento e período pós-parto
Revista Brasileira de Enfermagem. 2025;78(1):e20240236
Resumo
ARTIGO ORIGINALIncertezas e contradições experienciadas por mulheres com COVID-19 no parto/nascimento e período pós-parto
Revista Brasileira de Enfermagem. 2025;78(1):e20240236
DOI 10.1590/0034-7167-2024-0236pt
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Objetivos:
compreender as experiências e os significados atribuídos ao parto/nascimento e pós-parto por mulheres acometidas por COVID-19.
Métodos:
estudo qualitativo à luz da complexidade, conduzido por entrevistas com 15 mulheres em hospital universitário referência para gestantes infectadas e de alto risco da décima Regional de Saúde do Paraná, Brasil, entre dezembro/2021 e abril/2022. Dados foram analisados pela análise temática.
Resultados:
identificaram-se experiências de parto/nascimento e pós-parto diferentes do desejado e planejado, permeadas de incertezas, imprevisibilidades e contradições, sobretudo quanto aos desfechos maternos e neonatais. Experiências repletas de significados e emoções causaram sofrimento e comprometimento da saúde mental, particularmente relacionadas à prematuridade, afastamento do recém-nascido, ausência do acompanhante e isolamento em unidade COVID-19. Constataram-se prejuízos no vínculo mãe-bebê, autocuidado e amamentação, e atuações profissionais antagônicas, com retrocesso às práticas obstétricas.
Considerações Finais:
aponta-se a necessidade de respeito aos direitos assegurados por lei e designação de profissionais capacitados para a assistência materno-infantil.
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ARTIGO ORIGINAL14/03/2025
Disfunção e satisfação sexual em mulheres no puerpério remoto: estudo correlacional
Revista Brasileira de Enfermagem. 2025;78(1):e20230144
Resumo
ARTIGO ORIGINALDisfunção e satisfação sexual em mulheres no puerpério remoto: estudo correlacional
Revista Brasileira de Enfermagem. 2025;78(1):e20230144
DOI 10.1590/0034-7167-2023-0144pt
Visualizações11RESUMO
Objetivos:
analisar a disfunção sexual em mulheres no puerpério remoto e correlacioná-la com a satisfação sexual.
Métodos:
estudo transversal realizado com 351 mulheres no puerpério remoto, vinculadas à Estratégia Saúde da Família. Foram utilizados três formulários para a coleta de dados. A análise inferencial foi realizada por meio dos testes de correlação de Pearson e t de Student.
Resultados:
a prevalência de disfunção foi de 96,2%, e não houve diferença estatisticamente significativa quando se considerou a via de parto (p>0,05). Constatou-se a presença de disfunção sexual em todos os domínios da função sexual (p<0,05) e uma diferença significativa entre os escores de satisfação sexual e a presença de disfunção (p<0,05).
Conclusões:
houve alta prevalência de disfunção sexual no puerpério remoto, sem correlação com a via de parto. A disfunção afetou todos os domínios da função sexual e influenciou negativamente a satisfação sexual das mulheres.
Palavras-chave: Atenção Primária àComportamento SexualDisfunções Sexuais FisiológicasPeríodo Pós-PartoSaúdeSexualidadeVer mais -
ARTIGO ORIGINAL16/12/2024
Fatores associados ao bem-estar materno em situação de parto de puérperas em Minas Gerais
Revista Brasileira de Enfermagem. 2024;77(6):e20230304
Resumo
ARTIGO ORIGINALFatores associados ao bem-estar materno em situação de parto de puérperas em Minas Gerais
Revista Brasileira de Enfermagem. 2024;77(6):e20230304
DOI 10.1590/0034-7167-2023-0304pt
Visualizações13RESUMO
Objetivos:
analisar os fatores associados ao bem-estar materno em situação de parto de puérperas em Minas Gerais.
Métodos:
estudo transversal, aninhado a uma coorte, realizado com puérperas em um município mineiro. Foi adotada a escala Bem-Estar Materno em Situação de Parto 2. Estimaram-se as prevalências do bem-estar materno em situação de parto. A magnitude da associação entre mal-estar materno e práticas assistenciais foi estimada pela Razão de Prevalência (RP), utilizando-se a regressão de Poisson.
Resultados:
participaram 183 puérperas com idade entre 15 e 46 anos, sendo que 26,2%, 27,9% e 45,9% relataram, respectivamente, ótimo, adequado e mal-estar na assistência ao parto. O mal-estar materno foi mais prevalente entre puérperas que passaram por parto cesárea (RP = 1,60) e que não receberam informações sobre amamentação (RP = 1,59).
Conclusões:
observou-se elevada prevalência de mal-estar no parto, associada à realização de cesáreas e à falta de informações sobre amamentação.
Palavras-chave: Assistência ao PartoBem-Estar MaternoHumanização da AssistênciaParto ObstétricoPeríodo Pós-PartoVer mais
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ARTIGO ORIGINAL08/12/2023
Medo da COVID-19 ao vivenciar a gestação ou parto na pandemia: quais os fatores associados?
Revista Brasileira de Enfermagem. 2023;76:e20220755
Resumo
ARTIGO ORIGINALMedo da COVID-19 ao vivenciar a gestação ou parto na pandemia: quais os fatores associados?
Revista Brasileira de Enfermagem. 2023;76:e20220755
DOI 10.1590/0034-7167-2022-0755pt
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Objetivo:
identificar fatores associados ao medo da COVID-19 entre mulheres que vivenciaram a gestação ou parto durante a pandemia.
Métodos:
estudo transversal aninhado à coorte prospectiva, por meio de inquérito online, no período de agosto de 2021 a fevereiro de 2022, a partir de análise descritiva dos dados.
Resultados:
dos 431 participantes, 52,8% eram puérperas e 20,1% gestantes. Com relação ao medo da COVID-19, obteve-se pontuação média de 20,46, (medo moderado). Os maiores escores de medo estiveram presentes em mulheres cujos recém-nascidos estavam internados em unidades críticas neonatais (p = 0,032) e os menores entre cobertos pela saúde suplementar (convênios) (p = 0,016).
Conclusão:
Entre gestantes e puérperas o alto medo da COVID-19 traduziu-se na possibilidade de ter o neonato internado em unidade crítica. Destaca-se a importância de subsidiar ações de suporte à saúde mental de gestantes/puérperas, com relação à COVID-19 ou outras ameaças, que possam influenciar o desfecho neonatal.
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ARTIGO ORIGINAL27/11/2023
Prevalência dos fatores de risco para hemorragia pós-parto primária em um hospital universitário
Revista Brasileira de Enfermagem. 2023;76(5):e20220134
Resumo
ARTIGO ORIGINALPrevalência dos fatores de risco para hemorragia pós-parto primária em um hospital universitário
Revista Brasileira de Enfermagem. 2023;76(5):e20220134
DOI 10.1590/0034-7167-2022-0134pt
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Objetivos:
identificar os fatores de risco associados à hemorragia pós-parto primária em um hospital universitário.
Métodos:
estudo transversal realizado com 277 puérperas que receberam assistência durante o parto ou cesárea no período de junho a agosto de 2020. Os dados foram coletados por meio de um questionário previamente estruturado, aplicado após 24 horas do nascimento. Para a análise dos fatores associados à hemorragia pós-parto, utilizou-se a Regressão de Poisson.
Resultados:
a hemorragia pós-parto foi observada em 30% da amostra do estudo. O Índice de Choque e a distensão uterina foram estatisticamente associados à hemorragia pós-parto. Puérperas com Índice de Choque ≥ 0,9 apresentam uma prevalência 61% maior de hemorragia pós-parto (RP=1,61; IC 95%: 1,07 - 2,43) e com distensão uterina 134% (RP=2,34; IC 95%: 1,63 - 3,36).
Conclusões:
o reconhecimento desses fatores subsidia melhorias na prática clínica, visto que possibilitam a previsão de sua ocorrência e alertam para o manejo adequado, prevenindo desfechos indesejáveis.



