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ARTIGO ORIGINAL19/10/2020
Fatores associados ao risco de suicídio entre enfermeiros e médicos: estudo transversal
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73:e20200352
Resumo
ARTIGO ORIGINALFatores associados ao risco de suicídio entre enfermeiros e médicos: estudo transversal
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73:e20200352
DOI 10.1590/0034-7167-2020-0352
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Objetivo:
estimar a prevalência e os fatores associados ao risco de suicídio entre enfermeiros e médicos.
Método:
estudo transversal, desenvolvido em um hospital universitário com 216 profissionais da saúde, que responderam a um questionário sociodemográfico-laboral; ao Mini International Neuropsychiatric Interview (MINI), para avaliação do risco de suicídio; Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS 21). Utilizou-se para análise múltipla, o Modelo de Regressão de Poisson.
Resultados:
identificou-se que variáveis, como não ter companheiro, histórico de tentativa de suicídio, sintomas de estresse e depressão se associaram estatisticamente ao risco de suicídio. A prevalência das tentativas de suicídios ao longo da vida entre enfermeiros foi de 9,41% e médicos de 2,29%.
Conclusão:
Os achados desta investigação possibilitam a compreensão do comportamento suicida entre os enfermeiros e médicos da área hospitalar, além de viabilizar a elaboração de estratégias de prevenção com intuito de diminuir a prevalência do risco de suicídio nesse grupo populacional.
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ARTIGO ORIGINAL05/10/2020
Percepções do enfermeiro sobre violência contra criança e adolescente praticada pelo acompanhante na enfermaria pediátrica
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73:e20190495
Resumo
ARTIGO ORIGINALPercepções do enfermeiro sobre violência contra criança e adolescente praticada pelo acompanhante na enfermaria pediátrica
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73:e20190495
DOI 10.1590/0034-7167-2019-0495
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Objetivos:
conhecer a percepção dos enfermeiros sobre a violência contra a criança praticada pelo acompanhante na enfermaria pediátrica; descrever as ações do enfermeiro nesta situação; analisar essas ações à luz das políticas governamentais; e conhecer a organização e comunicação da equipe multidisciplinar no enfrentamento deste fenômeno.
M étodo
: pesquisa qualitativa descritiva, realizada mediante entrevista semiestruturada com enfermeiros. A análise temática identificou três categorias: “A percepção da violência“; “Ações e intervenções realizadas pelo enfermeiro“; e “Organização e Comunicação da equipe multidisciplinar“.
Resultados:
o enfermeiro reconhece os tipos de violência, porém atribui maior gravidade à violência física. As causas relatadas foram: crianças com temperamentos difíceis, violência transgeracional e hospitalização. As ações foram: diálogo, separação acompanhante-criança, registro e notificação ao Conselho Tutelar. Foi relatada comunicação deficiente da equipe multiprofissional e organização medicalocêntrica.
Considerações finais:
as políticas públicas estão direcionadas à violência fora dos ambientes institucionais, consequentemente, carecem de diretrizes para abordagem de situações presenciadas.
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ARTIGO ORIGINAL21/09/2020
Atitudes de enfermeiros frente ao envolvimento da família nos cuidados à pessoa com transtorno mental
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73:e20200041
Resumo
ARTIGO ORIGINALAtitudes de enfermeiros frente ao envolvimento da família nos cuidados à pessoa com transtorno mental
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73:e20200041
DOI 10.1590/0034-7167-2020-0041
Visualizações9RESUMO
Objetivo:
Caracterizar as atitudes dos enfermeiros, de Atenção Primária à Saúde, quanto ao envolvimento da família nos cuidados às pessoas com Transtorno Mental.
Métodos:
Estudo correlacional, com 257 enfermeiros do município de São Paulo. Utilizou-se a escala “Importância das Famílias nos Cuidados de Enfermagem-Atitudes dos Enfermeiros”. A análise foi realizada com recurso de estatística descritiva e inferencial.
Resultados:
Os escores da escala foram elevados, com valor médio de 82,1 (DP=8,4) favoráveis ao envolvimento das famílias, e estão relacionadas a ser enfermeiro da Estratégia de Saúde da Família (p<0,001), ter recebido conteúdos sobre enfermagem de família na formação/capacitação (p<0,005), carga-horária de trabalho de 40 hs/sem (p<0,005), atuar nas Regiões Oeste, Leste e Centro (p<0,005).
Conclusão:
Os enfermeiros detêm, na sua maioria, atitudes positivas para com o envolvimento das famílias, indicador relevante para a integração destas no processo de cuidado em saúde-doença mental.
Palavras-chave: Atenção Primária à SaúdeAtitude do Pessoal de SaúdeEnfermeirosFamíliaTranstornos MentaisVer mais
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ARTIGO ORIGINAL07/09/2020
Construção de matriz de competências individuais do enfermeiro em unidades cirúrgicas
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73(6):e20190584
Resumo
ARTIGO ORIGINALConstrução de matriz de competências individuais do enfermeiro em unidades cirúrgicas
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73(6):e20190584
DOI 10.1590/0034-7167-2019-0584
Visualizações11RESUMO
Objetivo:
Construir e descrever uma matriz de competências individuais e comportamentos/atitudes associados para enfermeiros atuantes em unidades cirúrgicas.
Métodos:
Estudo exploratório, qualitativo. Participaram 43 enfermeiros de cinco unidades cirúrgicas, sendo a coleta de dados realizada entre abril a setembro de 2017. Utilizou-se a técnica de grupo focal e, para interpretação dos dados, realizou-se análise temática indutiva. A matriz de competência foi construída a partir dos depoimentos dos participantes acrescida de busca na literatura de conceitos direcionados para cada competência e descrição dos comportamentos e/ou atitudes esperadas.
Resultados:
Para a matriz, foram identificadas as seguintes competências individuais: Planejamento; Comunicação; Competência relacional; Liderança; Tomada de decisão; e Ética.
Considerações Finais:
A construção de uma matriz deve auxiliar gestores no reconhecimento do perfil profissional e na avaliação do desempenho, a fim de fortalecer o alcance dos objetivos profissionais e organizacionais, bem como contribuir para qualidade e efetividade do cuidado prestado pelo enfermeiro nesses locais.
Palavras-chave: Centros CirúrgicosCompetência ProfissionalEnfermagem PerioperatóriaEnfermeirosHospitaisVer mais -
ARTIGO ORIGINAL10/08/2020
Entre o dito e o não dito acerca da autonomia do enfermeiro: (des)continuidades nos discursos
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73(6):e20190401
Resumo
ARTIGO ORIGINALEntre o dito e o não dito acerca da autonomia do enfermeiro: (des)continuidades nos discursos
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73(6):e20190401
DOI 10.1590/0034-7167-2019-0401
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Objetivo:
conhecer como se constitui a autonomia na prática profissional do enfermeiro no contexto hospitalar.
Métodos:
estudo qualitativo, analítico, assentado no referencial teórico metodológico de Foucault. O material empírico foi composto por artigos publicados na Revista Brasileira de Enfermagem e entrevistas narrativas realizadas com 18 enfermeiros de um hospital público da região Sul do Brasil. A coleta de dados ocorreu entre os meses de dezembro de 2017 a maio de 2018. O discurso foucaultiano foi adotado para a análise de dados.
Resultados:
a autonomia na prática profissional do enfermeiro perpassa pela centralidade do saber, pelo posicionamento político e pelas condições de trabalho. Esses fatores se revelam como dispositivos de poder na construção da governabilidade do enfermeiro.
Considerações Finais:
o investimento em espaços voltados para o debate das interfaces da autonomia do enfermeiro pode suscitar novas posturas sobre a prática profissional e favorecer a transformação da prática de enfermagem.
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ARTIGO ORIGINAL01/07/2020
Fragilidades e potencialidades laborais: percepção de enfermeiros do serviço móvel de urgência
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73(5):e20180926
Resumo
ARTIGO ORIGINALFragilidades e potencialidades laborais: percepção de enfermeiros do serviço móvel de urgência
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73(5):e20180926
DOI 10.1590/0034-7167-2018-0926
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Objetivos:
conhecer a percepção dos enfermeiros acerca do seu processo de trabalho em um Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Métodos: estudo qualitativo realizado com 12 enfermeiros, cujas falas foram submetidas à Análise de Conteúdo.
Resultados:
há fragilidades relacionadas com sobrecarga de atividades, inúmeras funções, supervisão indireta, situações de risco, dificuldades de relacionamento com os hospitais, falta de veículos e profissionais, locais inapropriados para prestar atendimentos e falta de conhecimento da população sobre os atendimentos de urgência e emergência. As potencialidades estiveram associadas ao efetivo relacionamento interpessoal, capacitação continuada, segurança ao chegar ao local de atendimento, protocolo de atendimentos e gosto pelo que faz.
Considerações Finais:
as fragilidades identificadas precisam ser observadas pelos gestores e enfermeiros, buscando implementar ações para diminui-las e, assim, maximizar as potencialidades, podendo melhorar a assistência prestada aos pacientes, bem como diminuir os riscos laborais e, por sua vez, promover o bem-estar dos trabalhadores.
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ARTIGO ORIGINAL17/06/2020
Conhecimento dos profissionais da Atenção Primária à Saúde sobre o atendimento inicial ao queimado
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73(4):e20180941
Resumo
ARTIGO ORIGINALConhecimento dos profissionais da Atenção Primária à Saúde sobre o atendimento inicial ao queimado
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73(4):e20180941
DOI 10.1590/0034-7167-2018-0941
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Objetivos:
avaliar o conhecimento de médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde sobre atendimento inicial ao paciente queimado.
Métodos:
pesquisa descritiva, transversal com 71 profissionais, entre 19 de fevereiro e 30 de março de 2018. Utilizou-se questionário validado para avaliar o conhecimento por meio dos acertos obtidos no instrumento; teste de Mann-Whitney para comparar o nível de conhecimento dos profissionais; regressão logística para investigar a associação com as demais variáveis.
Resultados:
observou-se índice geral de erros no instrumento aplicado sobre o tema de 40,27% em relação aos médicos e 45,59% dos enfermeiros, sem haver diferença estatisticamente significante entre eles (p=0,27). Verificou-se associação positiva entre nível de conhecimento e tempo de atuação na Atenção Primária à Saúde (p=0,043). 29,19% dos médicos e 14,89% dos enfermeiros conheciam o fluxograma para atendimento inicial ao queimado do Ministério da Saúde.
Conclusões:
os profissionais apresentaram baixo nível de conhecimento associado ao tempo de atuação na Atenção Primária à Saúde.
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ARTIGO ORIGINAL01/06/2020
Estresse ocupacional de enfermeiros do Serviço De Atendimento Móvel de Urgência
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73:e20180898
Resumo
ARTIGO ORIGINALEstresse ocupacional de enfermeiros do Serviço De Atendimento Móvel de Urgência
Revista Brasileira de Enfermagem. 2020;73:e20180898
DOI 10.1590/0034-7167-2018-0898
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Objetivo:
Avaliar o estresse, associando-o aos aspectos sociodemográficos e clínicos de enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências.
Método:
Trata-se de estudo observacional, transversal e quantitativo, realizado com 123 enfermeiros, que responderam a um questionário, para conhecer variáveis sociodemográficas e clínicas. Foi utilizada a Job Stress Scale, que avalia o estresse no trabalho.
Resultados:
Os resultados indicaram que a maioria eram mulheres, de 20 a 40 anos, casadas, sem outro vínculo empregatício e com especialização. Possuíam baixo controle, baixa demanda no trabalho e executavam trabalho considerado passivo. As mulheres referiram trabalho passivo e alto desgaste, enquanto os homens dividiram-se igualmente entre o perfil ativo e passivo com baixo desgaste.
Conclusão:
O trabalho passivo é nocivo à saúde e está relacionado à falta de autonomia, de poder de decisão e de suporte social. Pode conduzir à redução da capacidade de produzir soluções para os problemas enfrentados no cotidiano laboral.


