<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" specific-use="sps-1.9" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" article-type="editorial">
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-id journal-id-type="publisher-id">reben</journal-id>
      <journal-title-group>
        <journal-title>Revista Brasileira de Enfermagem</journal-title>
        <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Bras. Enferm.</abbrev-journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn pub-type="ppub">0034-7167</issn>
      <issn pub-type="epub">1984-0446</issn>
      <publisher>
        <publisher-name>Associa&#231;&#227;o Brasileira de Enfermagem</publisher-name>
        <publisher-loc>Bras&#237;lia, DF, Brazil</publisher-loc>
      </publisher>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v3">bjYJrBnfXPfnwnYkHBPrtRd</article-id>
      <article-id pub-id-type="other">00001</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v2">S0034-71671994000200001</article-id>
      <article-id pub-id-type="publisher-id" specific-use="scielo-v1">S0034-7167(94)04700200001</article-id>
      <article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0034-71671994000200001</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group subj-group-type="heading">
          <subject>Editorial</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title/>
      </title-group>
      <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
        <month>06</month>
        <year>1994</year>
      </pub-date>
      <volume>47</volume>
      <issue>2</issue>
      <fpage>89</fpage>
      <lpage>89</lpage>
      <permissions>
        <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" xml:lang="en">
          <license-p>This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.</license-p>
        </license>
      </permissions>
      <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
        <day>20</day>
        <month>02</month>
        <year>2015</year>
      </pub-date>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <p>
      <bold>EDITORIAL</bold>
    </p>
    <p>A ASSOCIA&#199;&#195;O BRASILEIRA DE ENFERMAGEM, nos seus quase setenta anos de exist&#234;ncia, passou por diversas reformas de Estatuto, as quais objetivaram atender &#224;s demandas dos associados e &#224; din&#226;mica da pr&#243;pria entidade.</p>
    <p>No momento acha-se em curso mais um processo de reformula&#231;&#227;o do Estatuto da ABEn, deflagrado na Assembl&#233;ia Nacional de Delegados, por ocasi&#227;o do 45&#186; Congresso Brasileiro de Enfermagem, realizado em Olinda-Recife, de 28 de novembro a 3 de dezembro de 1993.</p>
    <p>A reformula&#231;&#227;o do Estatuto, que representa o arcabou&#231;o jur&#237;dico da entidade, n&#227;o deve ser vista apenas como o reordenamento de cap&#237;tulos, se&#231;&#245;es e artigos, mas como a possibilidade de repens&#225;-la como organiza&#231;&#227;o da sociedade civil representativa da enfermagem.</p>
    <p>Portanto, pensar o Estatuto, significa pensar a ABEn no contexto da sociedade em que ela se insere: que caracter&#237;sticas deve ter, que a&#231;&#245;es deve privilegiar, e que estrutura organizacional deve apresentar para atender ao perfil definido.</p>
    <p>A partir das contribui&#231;&#245;es encaminhadas pelas Se&#231;&#245;es e Regionais observa-se a tend&#234;ncia em ampliar o papel da ABEn como refer&#234;ncia t&#233;cnico-cient&#237;fica, atrav&#233;s de sua articula&#231;&#227;o com as Entidades de Especialistas em Enfermagem, e da concess&#227;o de t&#237;tulo de especialista, atrav&#233;s de processos regulamentados.</p>
    <p>Esta tend&#234;ncia reflete o reconhecimento da especializa&#231;&#227;o como um dos fatores definidores da inser&#231;&#227;o do profissional no mercado de trabalho, e da sua organiza&#231;&#227;o enquanto sociedade civil. Ao mesmo tempo, reconhece que, embora pertinente a filia&#231;&#227;o de profissionais a entidades espec&#237;ficas, &#233; necess&#225;rio que estas se articulem &#224; ABEn, historicamente reconhecida como interlocutora da enfermagem brasileira, nacional e internacionalmente.</p>
    <p>A reformula&#231;&#227;o do Estatuto da ABEn, tamb&#233;m tem propiciado a discuss&#227;o das organiza&#231;&#245;es da enfermagem, sejam aquelas que cumprem fun&#231;&#227;o delegada do Estado, de fiscaliza&#231;&#227;o do exerc&#237;cio profissional - os Conselhos - sejam as que exercem a representa&#231;&#227;o social, pol&#237;tica e cient&#237;fica, por filia&#231;&#227;o volunt&#225;ria, como os sindicatos e associa&#231;&#245;es.</p>
    <p>A express&#227;o e consolida&#231;&#227;o dessas representa&#231;&#245;es devem ser analisadas e avaliadas pela enfermagem, considerando-se as suas diferentes fun&#231;&#245;es e naturezas distintas, a necessidade de defini&#231;&#227;o de estrat&#233;gias para a defesa de lutas comuns e a participa&#231;&#227;o nos processos mais amplos, da sociedade.</p>
    <p>Ao reformular seu Estatuto, a ABEn est&#225; ampliando este espa&#231;o de discuss&#227;o. Este &#233; o momento de cada um se posicionar e sobretudo, exercer a cidadania.</p>
  </body>
</article>
