Carga de trabalho de enfermeiros: estudo observacional de atividades/intervenções de cuidados indiretos - Revista Brasileira de Enfermagem

PESQUISA

Carga de trabalho de enfermeiros: estudo observacional de atividades/intervenções de cuidados indiretos

Revista Brasileira de Enfermagem. 2018;71(2):297-305

DOI: 10.1590/0034-7167-2016-0561

Publication date: 01/01/2018

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RESUMO

Objetivos:

Observar o fluxo de trabalho de enfermeiros em unidades de internação identificando atividades/intervenções de cuidado indireto; mensurar a frequência e o tempo médio despendido na realização das mesmas; e verificar as associações entre o tempo médio das atividades/intervenções agrupadas em categorias e por unidade de internação.

Método:

Estudo exploratório observacional utilizando a técnica de tempos cronometrados. Foi conduzido em unidades de clínica médica, cirúrgica e especializada de um hospital de ensino do noroeste paulista, tendo como participantes 16 enfermeiros assistenciais.

Resultados:

Foram realizadas 90 horas de observação, sendo 58% (52 horas e 10 minutos) referentes às atividades de cuidado indireto ao paciente. As atividades/intervenções mais executadas constituíram-se em: “Comunicação” – 1.852 (44,1%), média 34,6 (DP=54); “Deslocamento” – 1.023 (24,3%), média 22 (DP=49,2); e “Documentação” – 663 (15,8%), média 82,7 (DP=144,4).

Conclusão:

Esses achados favorecem o redesenho do processo de trabalho e fomentam a necessidade de atualização e refinamento dos instrumentos de mensuração de carga de trabalho atuais.

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